Ainda chamo teu nome sem querer


Ainda chamo teu nome sem querer.
Ainda sinto teu cheiro nos lugares.
Ainda te busco no vento, nos mares.
Ainda sinto a dor da saudade corroer.

Ainda te sinto nas músicas que ouço.
Ainda te escrevo em cada poesia
E em cada verso morosa agonia,
Razão sem lógica, mero esboço.

Que brincadeira vil do destino,
Separar dois corações pertencentes,
Que seguem peregrinos e dormentes,
Cegos tateando sem norte, sem tino.

Queira o acaso nos unir nesse baile finito.
Queira a intuição nos guiar nesse encontro.
Direi teu nome por querer no reencontro.
Dois corações, um só amor, o velho rito.



Um comentário:

  1. O amor deixa sempre marcas que nem sempre se conseguem ultrapassar.
    Abraço poético.
    Juvenal Nunes

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Me conta tua impressão sobre o que leu, que eu te conto o que tua impressão me causou.

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