Quem imaginaria tanta angustia no mundo?
Que estaríamos perdidos nesse vazio profundo?
Contaminados pelo caos, jogados a nossa própria sorte.
Sem rumo certo na vida, sem direção, sem norte.
Quem poderia imaginar o medo que assola.
Nesse ciclo de desinformação que apavora.
Que nos rouba o fôlego durante as noites.
Ferindo a nossa confiança, feito açoite.
Quem poderá dizer o que nos espera no futuro,
Além de um mundo ainda mais cruel, ainda mais duro?
No fim disso tudo haverá ainda humanos
Ou apenas alguns hipócritas profanos?
O que restará de nós no fim dessa quarentena?
Corações despedaçados por outros que não tem pena?
Somos em maioria miseráveis e reles plebeus,
Tendo como única esperança a compaixão e o amor de Deus.


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