Sei que tenho esse jeito de menina. Mas encaro o mundo sem medo do escuro ou do claro. É que eu já estive lá no fundo. Eu já conheci o inferno e conheço os segredos. É dor de desandar qualquer um. É dor de querer fazer parar de qualquer maneira. É dor de quem se doa por inteira.
Agora sem medo de abismos e livre, descubro um mundo que se rende aos meus caprichos. O sol voltou a bater a janela, mas não abri. Não sou a mesma. Tenho novamente todas as chaves, e sinto que posso comandar tudo que há em mim.
Controlo meus voos e me deixo perder o controle também. Quero as quedas. Quero a queda livre! Quero tudo que a vida tiver para dar. Porque se saí do inferno foi para despontar no céu e é de céu que se alimenta meu infinito particular. Avante! A ninguém me faço pertencer. Sacio-me de minha própria essência até devorar-me por inteira. Sou minha e de mais ninguém.




