Hoje me perguntaram para quem escrevo meus textos. Esse
emaranhado de palavras confusas, às vezes mal redigidas, mas sempre impregnadas
de muito sentimento. De muita verdade. Seria muito tolo dizer que todos os
textos que escrevi foram para mim? Que ao lançar ao ar minha subjetividade,
mesmo nas vezes que escrevi para outra pessoa ou em homenagem a alguém, na
verdade eu estava fazendo um bem para meu coração?
Também seria errado eu dizer que escrevo para todos ou
qualquer um? Que as palavras aqui contidas, às vezes conselheiras, noutras
tristes é para aqueles que possam compreender e sentir? A palavra é remédio e
balsamo, também é arma e espada. E as minhas eu deixo aqui para quem de passagem
quiser tomar um refresco. Em algumas ocasiões o leitor também quer deixar sua
marca. E eu bebo de suas palavras. É mágico quando acontece.


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