Eu te escreveria um tratado de paz






Neste recitar a céu aberto
Quero te dizer que és meu cais.
E eu vagante de mares e desertos
Por ti, caminharia mil milhas mais.

E quando os astros nos deixassem a sós,
Eu te diria, sem nenhum medo,
Que uma vida é pouco para nós,
Envoltos que estamos neste enredo.

Eu te pediria mais uma eternidade
Para te amar nesse universo,
Seria tua por inteiro e de verdade.
Lutando juntos nesse mundo perverso.

Te escreveria um tratado de paz.
Na língua dos anjos e da tua boca:
Pois neste tratado aqui jaz
Uma alma apaixonada, errante e louca.

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