Dormindo acordada





Acordo, mas parece que sigo dormindo. Os dias se repetem em uma rotina mórbida. O trabalho tem sido um grande e enlouquecedor treinar de ritos sociais. Fingir sorrir, fingir se importar, fingir suportar, tentar não enlouquecer.
Durmo. Durmo enquanto acordada para que minha alma consiga respirar e parar de gritar que esta não sou eu. Esta vida não é minha. Durmo por pura covardia.
 Porque para acordar é preciso coragem para mudar caminhos e se lançar em abismos. Nenhum voo vem antes do abismo.


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