Acordo, mas parece que sigo dormindo. Os dias se repetem em
uma rotina mórbida. O trabalho tem sido um grande e enlouquecedor treinar de
ritos sociais. Fingir sorrir, fingir se importar, fingir suportar, tentar não enlouquecer.
Durmo. Durmo enquanto acordada para que minha alma consiga
respirar e parar de gritar que esta não sou eu. Esta vida não é minha. Durmo por
pura covardia.
Porque para acordar é
preciso coragem para mudar caminhos e se lançar em abismos. Nenhum voo vem antes
do abismo.


0 comentários:
Postar um comentário
Me conta tua impressão sobre o que leu, que eu te conto o que tua impressão me causou.