O grito preso na garganta.
O sorriso forçado no rosto.
Na boca um amargo gosto.
No peito a dor é tanta,
Que nem sabe como leva.
Seus dias são vazios.
Seus pensamentos frios,
Permeado por treva.
Ainda assim sorrir bem largo.
Ninguém sabe de sua dor.
Ninguém tampouco entenderia.
Faz, portanto, um favor:
De esconder sua agonia
Dando o mel ao invés do amargo.


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