Mostrando postagens com marcador Poemas de Imortais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas de Imortais. Mostrar todas as postagens

Divinare!...

Reminiscências da madrugada:
Um baile, uma princesa, um céu...
Um encontro pairando ao léu,
E uma beleza pálida enluarada.

Fite a pálida chama
Do lábio suave intocado.
Mito distante, desejado.
Delírio de quem ama.

De  certo que na  vicissitude
Da vida, há uma explicação para tal
Fim de um encantamento celestial,
O beijo da morte triste e  rude.

Enfim um beijo cruza o horizonte.
E já que és divino: divinare...
Dor que a esse beijo se equipare,
Não cruzará jamais aquela fronte!...

*´¨)
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•`ღ*
Divinare: verbo latino que significa prever, advinhar...
Deriva da palavra "Divinus" que em latim quer dizer:
Dos deuses

E lembrarás de mim...

  FOTO: Google imagens
ESCRITO por Juliana Costa de Lira

Não haverá um dia em que eu não esteja.
Nem noite em que o céu não te mostre o meu rosto,
Ou  como esquecer ou fugir do meu gosto.
Não haverá meios de me tirar de ti.

Quer seja pela força das palavras ou do vento.
Quer seja por sermos ambos medievais.
Ou por sermos raros, indomávelmente originais.
Seja pela força da minha vontade ou do sedento,

Mover das constelações que inclinam minha face,
Sempre à tua direção, no compasso  celeste.
Seja pelo encanto ou veneno que a mim deste.
Será eterno em tua  lembrança  aquele momento fugace.

Serei eternamente a tua melhor lembrança e quiçá....
A tua melhor imagem e o teu melhor poema,
E cansarás das simplicidades e quererás o teorema.
E serás feliz por lembrar, que assim seja e assim será!




*´¨)
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•`ღ*


Invocação!!!!

Escrito por Juliana Costa de Lira

Estrela do meu mar celeste,
Oceana nas profundezas do meu ser.
Toca o manto amarelo-ouro, e veste,
Que faço até malabarismo pra te ver.

Que eu canto um canto raro
Pros teus ouvidos, sabiá.
Que eu te faço um risco claro
Que no escuro conduzirá.

Semente plantada que eu rego
Frondosamente enraizada no peito.
Ah!Cresce em mim, que eu não sossego
Apenas na tua sombra me deleito.

Homem caixa de Faber -Castell
Que traz o sol em qualquer folha.
Monta o dorso do teu corcel,
Que eu te ensino a fazer bolha.

Destinados

"Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante."
Carlos Drummond de Andrade


Escrito por Juliana Costa de Lira

Os dias são frios e cinzentos
Tomados pela escuridão.
Você me faz falta há tanto tempo
Desde a minha formação.

Era para ser você e eu
Apenas um, fadados a eternidade.
Mas o Olimpo de inveja se encheu
Afastando de nós a felicidade.

Deram-nos asas e luz.
Deram-nos sonhos e metas.
E a estrada que nos conduz
São feitas todas de retas.

Na terra eu fui posta então
E passei à minha outra parte procurar.
De vazio segue frio meu coração
E você esqueceu, esqueceu de me achar.

Os deuses hoje cheios de clemência
Veem que esse vazio estranho
Tem da tua ausência
O exato formato e tamanho.

E tentam consolar a mim
Dizendo que longe és real,
Que um dia isso terá fim,
Pois é nosso destino natural.

Nós somos o dia e a noite.
Somos a loucura e a razão. 
Nós somos o amargo e o doce.
Somos juntos a perfeição.
*´¨)
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)
(¸.•´ (¸.•`ღ*