Revirei as gavetas procurando uma memória tua. Eu me
afundei nas lembranças das tuas chegadas bem-vindas e tuas partidas
inesperadas. Relembrei nosso último abraço. Tu... que foste minha casa no
mundo, meu pouso seguro.
E eu... Ave intempestiva, sorri de graça. Eu revirei
as recordações para te ter mais uma vez comigo. Se eu fechar meus olhos sou
capaz de sentir teu cheiro. Sabia que comprei teu perfume, apenas para te
tragar para mim? Sabia que eu te pintei nos espaços vazios da minha memória para
te ver por onde quer que eu fosse?
Eu te procurei em meus voos distantes e em meus pousos
errantes. Eu te procurei em cada rosto, em cada olhar. Eu chamei teu nome sem
querer, mesmo sem me atinar, sem perceber. E ficou tão difícil seguir sem ti
que preferi te esconder em uma gaveta, fingir que não eras o que és. Morada...
Quando tu foste embora eu me revirei em tristeza.
Podei minhas asas. Fingi tua inexistência.
Eu fiquei.
E te fechei nos meus sentidos, sumi com tuas lembranças.
Eu acabei o teu perfume. Mas me percebi tão vazia de mim, sem ti! No fim tinhas razão:
há mais de você em mim do que eu supunha. Já não sei ser, sem que tu estejas.
Por isso revirei as gavetas e te procurei nas
lembranças, eu ouvi 'home' e chorei. E ao chorar eu sorri. É que tu me fazes
sentir e sentir me tira da inércia. Percebi que prefiro ser inteira com algumas
dores, do que vazia sem tua essência. Hoje ao te encontrar nas gavetas entendi a
beleza do meu voo: que mesmo que não mereças, o amor que tenho por ti é teu e
faz parte de quem sou.
Um texto bem profundo. Em todos os níveis de relações, a gente acaba sempre sendo um pouco ou muito da outra pessoa, quando a gente se doa de coração.
ResponderExcluirwww.vivendosentimentos.com.br
Oi, querida Ju!
ResponderExcluirNem tudo é para sempre e o amor também é, desse jeito. Há sempre quem ame mais e quem ame melhor. Não esqueça!
Se for um texto pessoal, lamento, mas siga em frente, pois não há amores insubstituíveis, há diferentes, sim, mas nunca insubstituíveis.
Se for um texto k tem a ver com os outros, dou o mesmo conselho.
Beijos e bom S. João, que não pode celebrar devido à Covid-19.
Nem sempre respondo, mas tive que retribuir teu carinho
ExcluirAcho que quando eu escrevi, quis dizer que devemos aceitar quem somos e as histórias que nos fizeram ser quem somos. Não é pra ser de todo triste (apesar de tbm haver beleza na tristeza) Ela seguiu em frente, mas ele segue nela. Acredito que, em alguma medida, somos todo o rio que passa por nós. Foi o pensamento inicial. É como uma colcha de retalhos, um mosaico. Ela é = ELA + ELA depois dele
Sobre a efemeridade do amor eu tenho minhas ressalvas. Algumas relações podem terminar e o amor ainda existir, acho possível amar sem tá junto, desejar o bem sem tá perto. Tenho alguns textos sobre isso por aqui rs
Todavia, eu acredito muito que a partir do momento em que escrevo um texto, ele ganha outros significados aos olhos de quem ler. Essa ressignificação produz a troca. E aprendo MUITO com essa troca. E aprendo com os teus. Gostei particularmente desse e talvez escreva a respeito. Não sou escritora, mas preciso escrever sobre o nada e mais algumas coisas.rs
Não sou de comemorar muito o São João, mas agradeço a lembrança doce. Vc é sempre tão atenciosa, cativa. Por isso, espero teus comentários com alegria, é como os da Chica.
Cuide-se!
Sim, eu julgo que entendi teu escrito, que pode ser visto por várias vertentes.
ExcluirPodemos continuar a amar depois de um relacionamento terminar, mas não por mto tempo, pke a mente e o coração vão perdendo memória e elam.
Quem comenta, por vezes, dá interpretações em que nunca pensámos, mas é mais uma achega para nossa escrita e assim vamos sempre aprendendo.
Eu também não sou, pke detesto confusão e barulho. Em Lisboa, se comemora mto o Sto. António, mas esse ano devido à pandemia, não passou da TV.
Sim, espero continuar essas agradáveis conversas. Eu escrevo mto e, por vezes, tenho de colocar um "travão" no texto-rs rs rs, contrariamente a alguns comentaristas que dizem muito com poucas palavras. Eu não sei ser sucinta e mto menos espartana-rs.
Tudo de bom.
Oi, Ju!
ResponderExcluirEsqueci de falar da imagem, que está linda e romântica. Um casal de enamorados bem juntinhos, embora um pouco tristonhos, de acordo com seu texto, onde o NÓS é mto importante.
Beijinho.
Agradeço a gentileza da correção. Foi erro mesmo. Mas consertei.
ExcluirFico grata.
Vc é uma querida. Já gosto de tu sem nem te conhecer rs
ExcluirAgradeci pq achei bonito o que fez.
Entendo, querida Ju!
ExcluirNossa amizade é recente, mas mto verdadeira e recíproca.
Tudo de bom! Saúde!
Um dia ouvi uma canção que dizia:
ResponderExcluirtodo amor é para sempre,
mesmo que não...
Genaro Magri...
Uma trilha perfeita para o teu lindo texto...
Abraço...
Muito bonito este texto... Entendo bem o que queres dizer...
ResponderExcluirBjxxx
Ontem é só Memória | Facebook | Instagram | Youtube
Que texto profundo e lindo!
ResponderExcluirBeijos/Kisses.
Anete Oliveira
Blog Coisitas e Coisinhas
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Adorei o texto
ResponderExcluirToda relação nos marca e alguns términos acabam por doer mais que outros, e dependendo da situação sempre teremos um pouco daquele que deixamos ir.
Beijinhos
http://focadasnoslivros.blogspot.com/
que lindo texto, parabéns
ResponderExcluirbeijo
A mina de fé
Há situações em que a funda impressão do ser amado ausente é difícil de ultrapassar.
ResponderExcluirAbraço.
Juvenal Nunes
Um texto muito belo, sentido e profundo, que adorei ler!
ResponderExcluirEscreve lindamente, Juliana! Parabéns!
Beijinhos! Rápidas melhoras de todos aí!
Ana