Sou o que não sou em mim,
Sou o que há de mim em ti
No encaixe de existir,
Sou vãos e brechas.
Dei-te tanto, mais do tinha.
Sou folha em branco,
Partitura a se entoar.
Por mim, me reinvento
E tento.
Acho goma, massa de modelar,
Que feche os becos, ruelas,
Casas, praças, mundos ocos de mim.
Dei-te um tanto que nem tinha,
Ainda assim, fostes embora,
Levando-me sem saber.
E eu... que fiquei, sem ficar,
Sendo sem ser.
Busco-me, sem jamais me encontrar.
#UmTextoPorDia
#365Dias&Palavras


belo poema, construído na exacta medida do que ficou.
ResponderExcluir(nem tudo o vento levou...)
LuisM Castanheira
Lindas palavras Juli.
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