TEXTO: por Juliana Lira
O vento bate em meu rosto
há tempos não me sinto assim
boca seca, canto preso...
Medo!
...
Pupilas dilatadas, olhos brilhantes
minha alma não pousa em mim
voa sempre em direção ao sol
Medo!
...
Muralhas erguidas para ninguém entrar
protegendo-me de flechas e venenos
soldados a espreita esperando
que o beijo da morte venha me levar
Medo!
...
Ouço um canto e me confundo,
penso em abrir os portões
Então lembro da palavra dada
Palavra!
...
Grita o meu coração:
Grita o meu coração:
-Fuja, voe pra longe daí!


Não precisa de ter medo, haverá alguém do seu lado para lhe estender a mão.
ResponderExcluirBela poesia!
Beijo,
Judite
Linda, pra que medo e muralhas... isso não te defende, pois isso que sente habita dentro de vc mesma! Derrube os muros e faça contato!
ResponderExcluirAposto que ta cheio de gente boa querendo te conhecer, ajudar, amar...permitá-se, devagar... até confiar novamente... em todo lugar tem gente boa e ruim!
"minha alma não pousa em mim
ResponderExcluirvoa sempre em direção ao sol"
E ainda tem coragem
de escrever "medo"!
É quase cinismo!
Ainda sabendo que é o sol,
la se vai a alma...
Quem é que fica relutante
quanto ao amor?
É incrível ver
como ele nos domina!
Beijos!
Saudades... Adorooooooooooo você!
Se você se sente só é porque se fechastes até para os anjos...
ResponderExcluirAmei o textoooooooooo
Me prendi muitas vezes em muralhas (imaginárias) mas foi em vão...
resolvi viver, quebrei a cara várias vezes mas quer saber valeu a pena...
=)
Bjxxx